sexta-feira, 29 de maio de 2009

Educação e Pluralidade Cultural

É uma pena perceber a pouca participação e/ou interesse de vocês acerca do Seminário de Educação e Pluralidade Sócio-Cultural que o Departamento de Educação da Uefs acabou de promover (foi nos dias 27 a 29 de maio). Bem, pelo menos esta foi a impressão que tive ao comparecer a uma das sessões de comunicações do evento. Cheguei a conseguir levar a turma de primeiro semestre lá, mas as alunas ficaram por pouco tempo, uma vez que um dos professores não havia liberado a turma.

Bem, mas o que eu gostaria de comentar (para além de minha insatisfação para com a pouca participação das alunas do curso num seminário organizado pelo próprio departamento de educação (sim, eu sei que estamos todos e todas sempre muito atribulados, sei também que o seminário pecou em muitos aspectos de sua organização, mas nada disso justifica a baixa participação das alunas e alunos do curso) foi a minha grata surpresa por ter presenciado trabalhos acadêmicos de excelente qualidade na sala de comunicações em que estive.

Na sessão de comunicações em que estive, o tema era "espaços educativos, sujeitos e aprendizagens". E o trabalho em particular que eu gostaria de comentar aqui intitula-se "webquest africabrasis: ferramenta interativa da internet e sua aplicabilidade pedagógica".

A apresentação me tocou muito porque eu não pude deixar de lembrar do duro processo de escolarização de meu filho e de como a escola lhe parece chata e sem sentido. Pois bem, quando minhas esperanças no modelo tradicional de educação escolar pareciam estar irremediavelmente perdidas, eis que nos surpreendemos novamente e suspendemos nossa descrença. A utopia novamente pôde se fazer crível e animar nossos esforços pedagógicos por uma educação radicalmente democrática, não-autoritária e excludente.

Bem, vocês lembram de como eu tenho me queixado da política pedagógico-curricular da escola de meu filho. Vocês lembram de como eu tenho lhes dito acerca da escola ser irritantemente conservadora, conteudista e pre-ocupada com o vestibular. Vocês sabem, tudo isto tem sido motivo de muita angústia, afinal, é a vida e a formação (ou pelo menos parte significativa delas) de nossos filhos e filhas. É isso o que está em jogo ali.

Discutir processos formativos escolares, portanto, não deveria prescindir das histórias mais íntimas, das ansiedades que acometem nossos filhos e das dificuldades todas que parecem afetar tanto a auto-estima de nossos alunos e alunas.

A experiência narrada pelas professoras Simone Santos de Oliveira e Ilnara Barros de Santana foi como uma luz no fim de um longo túnel. A metáfora não é exagerada. Dada a maneira mecânica com que a maioria das escolas - sejam públicas ou privadas - seguem os modelos curriculares do tipo processo-produto, nos quais os professores encarregam-se apenas de repassar conteúdo previamente selecionado, não há como não se exasperar com o obscurantismo e a ausência de criticidade que acomete a maioria de nossos professores e coordenadores pedagógicos.

Mas em que consistia a experiência pedagógica narrada pelas professoras? Por que ela despertou tanto interesse em mim? Por que lembrei de postar isso aqui?

Primeiramente, porque é uma experiência integradora de duas áreas de saber, basicamente a história e a geografia. Mas isso não significa que outras áreas não estivessem ali também sendo consideradas. Artes (dança, teatro, poesia), língua portuguesa e o aprendizado do que chamamos de Novas Tecnologias da Comunicação e Informação. Sigam este link para ter uma idéia do planejamento pedagógico do projeto.

A partir de uma tema gerador - a África e os afro-descendentes brasileiros - as professoras elaboraram um plano de ensino envolvendo dança, música, história, geografia.

Em segundo lugar, o planejamento pedagógico das professoras não perdia de foco o combate ao preconceito e aos processos de estigmatização do "outro", não-branco, não-ocidental, muitas vezes tido como inferiorizado. Em outros termos, um planejamento que não se dissocia de importantes questões éticas, fundamentais para o desenvolvimento de uma cidadania mais plena e democraticamente participativa.

E, por fim, o uso das tecnologias auxiliando os estudos dos alunos e alunas envolvidos.

Não tenho maiores detalhes no momento. Estou com os endereços eletrônicos das professoras e pretendo visitar a escola estadual em que elas trabalham - o Colégio Estadual Dr. Jair Santos Silva, em Feira de Santana.




terça-feira, 26 de maio de 2009

A inspiração para a criação deste espaço virtual: o blog da discplina do prof. André Lemos

Pessoal,
André Lemos é professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea da Faculdade de Comunicação da Ufba. è referência na área 
Para quem quiser saber mais detalhes de sua produção científica acesse seu currículo sediado na plataforma lattes.

Pois bem a disciplina que ele ministra atualmente na Faculdade de Comunicação da Ufba chama-se Comunicação e Tecnologia. E o blog que inspirou a criação deste aqui, encontra-se neste link. Sugiro a visita. Lá vocês poderão verificar como um blog pode servir bem a uma disciplina. Encontram-se lá há desde uma puxada de orelha do professor (aparentemente aborrecido com o pouco interesse dos alunos pelas leituras recomendadas), mas principalmente textos interessantes acerca das mais diversas ferramentas disponíveis neste novo e fascinante ambiente comunicacional contemporâneo. Na verdade, o que me chamou mesmo a aenção foram as resenhas das aulas feitas por grupos de alunos. Algo que iremos implantar aqui, de agora em diante.

Enfim, espero que possamos fazer um uso tão produtivo e instigante quanto o professor Anfré Lemos e seus alunos e alunas têm feito. Não custa tentar.





domingo, 24 de maio de 2009

Programa da disciplina:

Objetivos:

Estudar, refletir e analisar a utilização das tecnologias educacionais. Promover discussão a respeito do uso na educação das tecnologias digitais e da conexão com outras tecnologias. Abordar o uso de novas e antigas tecnologias no ambiente educativo. Vivenciar e produzir situações práticas que propiciem aos alunos refletir criticamente sobre o uso das tecnologias da comunicação e informação na educação, de suas possibilidades e limites.

Justificativa:

As tecnologias da informação e comunicação fazem parte do cotidiano das cidades contemporâneas e cada vez mais educam professores e alunos em suas múltiplas formas de expressão. Assim é importante compreender essas tecnologias, tais como, o cinema, o vídeo, a televisão, o rádio, os jornais, a Internet, etc. como objetos culturais que educam e que estão formando a inteligibilidade do mundo a partir de textos, imagens e sons em suas produções.

Conteúdo programático:

1. Recursos digitais na comunicação contemporânea;

2. A cibercultura, e suas formas de comunicação, criação e expressão cultural;

3. Formas de utilização e criação na Internet e suas implicações para a educação;

4. O uso de tecnologias na educação e o conhecimento não-disciplinar;

5. Leituras dos meios de comunicação audiovisuais – televisão, vídeo, cinema – a cultura como pedagogia;

6. Artes visuais na escola.

Avaliação:

Os debates e questionamentos em sala serão considerados. Desta forma, a compreensão dos conceitos trabalhados bem como a capacidade de argumentação crítica poderão ser verificados. O processo de construção e apresentação de seminários em grupo também servirão ao propósito de avaliação de aprendizagem.