sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Relatorio da aula do dia 07/12/2009

O professor Luedy está ministrando a disciplina, na qual ele mesmo relatou que não é a sua área de atuação, sentindo-se em uma situação de desconforto, pois percebe que a turma está dispersa na aula, observando que está havendo grande dificuldade em trabalhar os textos que estão sendo propostos.

Fazendo esse comentário o professor Luedy aguça nos alunos questionamentos, como por exemplo, a aluna Lisandra o interpela questionando que não está conseguindo compreender qual a sua intenção em trazer esses textos para serem trabalhados na aula e que não vê nenhuma ligação entre os textos e a disciplina.

Luedy tenta explicar para a turma que está buscando a melhor maneira possível de trabalhar a disciplina, pois reconhece que realmente os textos são complexos e que é necessário melhor aprofundamento nos temas trabalhados.

Atuar em uma área que não seja a sua requer do profissional bastante habilidade e competência para que assim o mesmo consiga atingir a expectativas do seu publico alvo. É necessário que o profissional avalie antes de tudo, no caso do professor quais os conteúdos que devem realmente ser trabalhados na disciplina e qual o melhor método de passar este conteúdo, para que o aluno consiga absorvê-lo e aplicar na sua realidade cotidiana.

Quando o aluno passar no vestibular ele idealiza que está saindo do mundo hipócrita, egoísta para ir rumo ao novo mundo onde tudo será perfeito. Mas quando se começa a viver a Universidade percebe que não mudou muita coisa, praticamente continua tudo igual, falta de professor, professores atuando em áreas diferentes da sua formação, sem contar o método tradicionalista que os mesmos insistem em trabalhar, ignorando a opinião do aluno ou na maioria das vezes não o oportunizando em expor suas dúvidas e ideias criando uma barreira entre aluno e professor.

A livre expressão de pensamento é um instrumento aliado do aluno onde o mesmo pode vir a ajudá-lo a expor seus pensamentos interpretando o modo como ele visualiza esse novo mundo no qual está inserido, tomando a iniciativa de buscar meios que o possibilite avançar o seu desenvolvimento não só como aluno, mas principalmente como ser humano.

Em seguida é exposto para a turma um documentário cujo título é Nascidos em bordéis. Este documentário foi feito na Índia, em um bairro conhecido como “bairro da luz vermelha”, onde é intenso o fluxo da prostituição. Esse documentário vem mostrar a realidade da vida de muitas crianças filhas de prostitutas que se vêem sem perspectivas, invisíveis, numa sociedade excludente e preconceituosa.

São relatadas ainda nesse documentário, questões educacionais, que na Índia são irrelevantes. Essas crianças filhas de prostitutas, não são aceitas nas escolas, internatos, portanto não tem acesso a educação formal.

Ao contrário da Índia, as crianças brasileiras possuem mais benefícios e oportunidade tanto em projetos educacionais como em projetos sociais. Na Índia, o fato dos pais dessas crianças serem prostitutas e alcoólatras desempregados formam um circulo vicioso onde o destino de seus filhos tende a ser o mesmo devido à exclusão social.

Este documentário foi feito por uma norte americana chamada Zanna, que voluntariamente começou a dar aulas de fotografia para as crianças do bairro da luz vermelha com a intenção de estimulá-los e de dar um novo sentido à suas vidas. Foram várias as tentativas de melhoria para as crianças daquele bairro, então a fotografa conseguiu incentivá-los a fotografar e em suas aulas ele explicava que nas fotografias existia uma realidade que as vezes não eram percebidas no dia a dia, e que para ser vista era preciso ter um olhar amplo, pois em cada fotografia existe um pano de fundo que precisa ser interpretado segundo um olhar crítico.

Zanna lutou por benefícios em favor daquelas crianças e com muitos sacrifícios e empecilhos conseguiu matricular alguns em internatos, conseguiu divulgar as fotografias tiradas por eles, tanto na Índia como no exterior. Embora houvesse muito muita luta e tivesse feito tudo eu estava em seu alcance, muitas de suas tentativas fracassaram, mas mostrou para nós telespectadores, que vale a pena tentar e contribuir para que haja uma sociedade inclusiva e justa onde todos tenham os mesmos direitos e oportunidades.

Relato elaborado por Ivanilda, Livia Neri, Luziana, Vânia, Viviane Machado

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009




A proposta de trabalho da disciplina Novas Tecnologias da Comunicação e Informação em Educação do dia 25 de Novembro de 2009 sugerida pelo professor Eduardo Luedy, foi que a turma se dividisse em grupos, onde cada um iria trabalhar um subtítulo do texto “A arte da cibercultura” de Pierre Lévy. O tema debatido durante a aula foi “A Adequação Entre as Formas Estéticas da Cibercultura e seus Dispositivos Tecno- Sociais.”

A partir da compreensão das idéias contidas nos subtópicos levantam-se as seguintes discussões: o mundo virtual divide-se em On line e Off line, sendo que por meio do primeiro os indivíduos podem se relacionar, jogar, e fazer diversas outras tarefas em tempo real, de forma interativa, virtualmente, sempre conectados a rede.

Foram destacados também, a função dos engenheiros de mundo, estes são os criadores de softwares, verdadeiros artistas do mundo virtual. Responsáveis pela criação de programas, jogos, MSN, educação à distância, entre outros. Foram mencionados pelo professor os jogos The sims e Second Life. Nos quais as pessoas podem viver virtualmente, ou seja, como se estivesse na vida real.

Alguns alunos questionaram que os jogos são interessantes, muito divertidos, porém é preciso ter muita cautela e controle para que não haja um envolvimento excessivo, em demasia, a ponto de prejudicar as vidas daqueles que o utilizam.

Como é o caso das crianças e adolescentes, cujas personalidades encontram- se em processo de desenvolvimento, podendo assim, deixar-se influenciar demais pelos jogos, colocando os relacionamentos familiares e entre os amigos para segundo plano, limitando-se apenas ao mundo virtual.

Também houveram afirmações de que é possível jogar de maneira saudável. Com relação às crianças é necessário que haja um controle por parte dos pais, e um acompanhamento para ver o que estas andam fazendo na frente do computador.

Foi relatado ainda que ao passar um dia inteiro em frente de um, muitas delas, podem ser alvos de problemas físicos e psicológicos, ou também podem está apenas fugindo do mundo real, motivados por algum tipo de problema familiar ou porque estes são chatos. Entretanto, Luedy argumenta que é necessário contermos dados empíricos para confirmarmos as afirmações acima.

A equipe responsável pela apresentação da temática argumenta que a internet é de grande utilidade para o mundo moderno, pois é versátil, prática. É possível viver virtualmente o real de várias maneiras. Como por exemplo, visitar a um museu sem ser preciso ir á Paris.

Assim, verificamos que tudo, incluindo assim, a internet e a cibercultura como um todo tem duas faces: a positiva e a negativa. Cabendo ao equilíbrio psicológico e ao próprio indivíduo, se assim puder, a escolha do aflorecimento de uma ou de outra.

Precisamos, sobretudo, como futuros educadores refletir e avaliar se quando o sujeito permanece horas e horas em frente a um computador ele está praticando leitura ou não? Qual a sua qualidade? E qual contribuição podemos dá para que o espaço escolar se torne um ambiente divertido e prazeroso, assim como os jogos?

Somente a partir de tais respostas é que poderemos compreender e atuar de forma significativa, contribuindo para o desenvolvimento crítico e participativo do alunado.


Dislany Bispo da Cruz, Juliana Mascarenhas, Maiana Almeida Cerqueira, Michelle Santos de Lima Gomes, Neide Santos Pinto.

Sobre a aula do dia 18/11/09

O som da Cibercultura

Para iniciarmos o estudo e discussão da Cibercultura, ouvimos uma música tecno para observarmos algumas características, foi feito um paralelo com a música original, sobre a qual foram feitos levantamento de hipóteses a cerca da originalidade.Pois esse estilo de música permite o manuseio da mesma, modificando a parte rítmica, ou seja, fazendo repetições de sons,utilizando a digitalização.Comparou-se o modo de realizar esse procedimento há tempos atrás, usando discos de vinil e toca discos com agulhas, em um processo manual.Foi mencionado as gravações em fita cassete também, inclusive ressaltou-se o custo alto na época (de gravação).

Conversou-se a respeito do uso dos recursos tecnológicos na produção dos sons da cibercultura, os quais facilitaram bastante o desenvolvimento dessa atividade, cuja finalidade, entendeu-se durante a discussão proposta pelo grupo de Hilnai e Lizandra, que é o de estimular a dança.

A equipe elaborou uma síntese do texto, sobre a qual fizeram uma leitura que gerou outros focos de comentários, como por exemplo; a manipulação das músicas originais, isto é, já existentes, e a abertura para tal procedimento. Foram citados alguns artistas que já autorizam a manipulação de suas músicas, como Tom Zé.

Comentou-se a respeito dos direitos autorais e algumas situações de conflito com relação a essa questão, bem como a originalidade da obra, importância e reconhecimento do autor.Professor Luedy, contribuiu com ênfase dizendo que “...a maioria dos autores desses estilos musicais não estão preocupados com esse aspecto, mas sim em difundir a produção”.

Ao tratar da originalidade conclui-se que a gravação clássica é alterada na parte instrumental, nas repetições de notas, trechos ou exclusões de outras partes da música. As regravações foram citadas como exemplos. As produções remixadas, acústicas. . . “As vezes as músicas originais ficam irreconhecíveis!” Ressaltou Luedy. O autor é aquele quem cria, quem teve a inspiração...

Questionou-se sobre a diferença entre os estilos: Remix e Tecno, Ambos são recriações de mecanismos semelhantes, como a digitalização, mistura de sons, recomposições. Foram citados os ritmos: arrocha, algumas regravações em ritmo de forró, axé e samba. Comentou-se: “É coisa de brasileiro, por ser bastante criativo, recriar, misturar, combinar sons...”

A música Tecno é globalizada por não exigir que quem as produzem sejam músicos, toquem algum instrumento, além de ser aberta para ser manipulada, qualquer habilidoso(a) com recursos digitalizados pode produzir algo do gênero. Constatou-se também que é muito importante e forte o uso das tecnologias nessa modalidade.Para tais produções é necessário esse tipo de recurso.

Muitos hábitos foram modificados no mundo da música devido a música Tecno, paradigmas foram quebrados. A cultura oral foi questionada! Na música Tecno não há letra! Mas transmite algo, no corpo através da dança, que é uma forma de linguagem. Também promove comunicação. O universal e totalizado, o erudito e o clássico não são o suficiente e global, no sentido de unificar, homogeneizar a cultura, principalmente a musical. A cibercultura é popular, global no que se refere ao acesso a mesma.

As reflexões, hipóteses levantadas, questionamentos e discussões promovidas pelo grupo foram de grande valia para o conhecimento a cerca da Cibercultura e desfazer alguns pré- conceitos sobre os estilos musicais expostos, observar aspectos antes desconsiderados e compreender o processo de produção nesse sentido.

Antônia, Joserete, Geane, Mayra


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Relatório da aula do di 21/10

Equipe 5 : Ane Camili Nascimento; Anne Thacielle Matos; Milena Marques; Renéria Cerqueira; Viviane Alencar

O professor Luedy deu inicio a aula comunicando à turma a intenção de concluir as discussões do texto Novas Práticas de Leitura e Escrita: Letramento na Cibercultura; da autora Magda Soares.

Entretanto, antes que as discussões sobre o texto se iniciassem algumas alunas questionaram sobre o funcionamento do blog, questionando que nem todos receberam o convite, o professor sugeriu que os discentes que ainda não estavam fazendo parte do blog o comunicasse, através do envio de um email informativo.

Luedy fala sobre o blog que o inspirou a adotar esse método para a disciplina e sugere que os discentes entrem em contato com o blog de tal disciplina, para que possam perceber o intuito e objetivo dos relatórios e a importância da interação dos alunos com o blog. Visto que os relatórios podem ser uma alternativa de retomada às aulas, de discussões e sugestões para que a disciplina alcance um nível satisfatório de aproveitamento e contentamento para os alunos e o professor.

O professor questiona se os alunos compreenderam a leitura, a maioria dos alunos presentes, afirmam que conseguiram entender a leitura realizada do texto proposto, dando inicio, então, a discussão.

Surgiram no decorrer do debate do texto questionamentos e dúvidas, esclarecidas pelo docente. A discussão do texto possibilitou que passeássemos sobre as possibilidades que o mundo virtual nos oferece hoje, como alternativas de busca de conhecimento; Luedy cita, por exemplo a enciclopédia virtual – Wikipédia – e a grandeza e diversidade do site, que possibilita que o pesquisador percorra a web de forma prática, pois basta clicar em um link e este pode lhe abrir um leque gigante de informações, que por sua vez se relacionam-se a outros links e expandem as chances de informação e conhecimento.

Temas como a leitura que as crianças têm atualmente, e a preocupação que acometem aos pais sobre a qualidade e forma de leitura de suas crianças e jovens, discutimos então, a questão da nova forma de leitura, que para muitos é reflexo de uma leitura defasada que abrange ao público infanto-juvenil; entretanto, outros consideram que a “leitura virtual / digital” não é sinônimo de não-leitura, mas do surgimento de uma nova alternativa de leitura, que circunda a vida de grande parte da população digitalizada. Foi discutido a questão dos programas escolares e da falta de atrativos para a leitura e transmissão do conhecimento à crianças, que hoje se inserem numa sociedade globalizada e dinamizada, dessa forma, o aspecto institucional escolar se contrasta a realidade social e cultual atual.

A aula teve um bom aproveitamento, e abordou questões atuais, que possibilitaram que relacionássemos aspectos discutidos no texto a nossa realidade. Apesar de ter uma duração extensa, e por conta disso, tornar-se um pouco cansativa, acreditamos que o aproveitamento das discussões foi satisfatório; embora nem todos os alunos tenham participado se expressando através da oralidade, percebemos que houve interação de grande maioria dos alunos presentes, sendo finalizada as 10: 30 da mesma manhã.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Relatório referente à aula do dia 04 de novembro de 2009

Texto apresentado: "As tecnologias têm um impacto?", de Pierre Levy

Equipe de apresentação: Érica Cruz, Lívya Moura, Manuela Reis, Matheus de Carvalho e Jaciane Caldas.

Recursos utilizados: vídeos ilustrativos (a equipe tinha o propósito de dinamizar a apresentação e levantar discussões entre a turma)

Iniciamos a aula com a mostra de vídeos seguida de analises dos mesmos, relacionando essas reflexões com a discussão do texto. Segundo o autor, as tecnologias provocam reflexos em nossa vida, os confortos que elas nos proporcionam podem ate ser interessante para algumas pessoas, mas para outras, são imprescindíveis.

Foi exemplificado no 1° vídeo recursos tecnológicos que são imprescindíveis para uma melhor qualidade de vida das pessoas, como as cadeiras de roda para deficientes físicos e o computador com recursos para deficientes visuais. Mas infelizmente obter esses recursos tem um custo alto, não sendo acessível a muitas pessoas que necessitam.

A principio a discussão gira em torno da metáfora do impacto, partindo do questionamento sobre se é ou não adequado utilizar o termo impacto, ao se referir à rapidez com que as novas tecnologias tem avançado, mais especificamente a informática. Segundo Levy é inadequado utilizar essa metáfora, uma vez que essas novas tecnologias não chegam contra o homem, e sim a favor deste.

Diante disto alguns alunos discordaram e afirmaram que a tecnologia trata-se de um “impacto”, isso quando nos referimos às classes menos desfavorecidas, uma vez que para estas a tecnologia surge como o “outro”, um objeto ameaçador (muitas vezes ela vem para substituir o homem e conseqüentemente aumenta a taxa de desemprego e assim também a desigualdade social).

Outra questão levantada é qual termo é mais apropriado, seria a técnica ou as técnicas? E segundo o autor o mais adequado é o segundo termo, pois as cibertecnologias são criadas com diferentes finalidades, possuindo vários sentidos e/ou funções.

Ainda nessa linhagem, mais uma questão levantada foi acerca das técnicas serem condicionantes ou determinantes e segundo o autor elas são condicionantes no sentido de abrir as possibilidades, essas que nem sempre são bem aproveitadas. O grande detalhe não é dizer que uma determinada técnica é boa ou má, mas sim, perceber se quem está aplicando age de maneira correta.

Poderíamos dizer que o “novo mundo tecnológico” possui aspectos positivos, bem como negativos. E em meio às conseqüências colocadas em questão, percebemos que somos sempre transformados pela tecnologia e tal transformação independe de fácil acesso ou não às novas tecnologias, pois essas atingem a todos, seja indireta ou diretamente. Dizemos ainda que a nossa historia “depende” desses avanços tecnológicos.

Relatório feito por: Glayce Assunção, Jessica Fernanda, Kheily Tiara, Mayara Lima, Priscila Santos e Suellen Freitas

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Relato da aula de 22/10

A aula teve inicio com o professor Luedy dizendo que nesta aula será finalizado o texto Novas Práticas de Leitura e Escrita: Letramento na Cibercultura de Magda Soares. Em seguida as alunas Juliana e Leidiane comunicaram ao professor que ainda não haviam recebido o convite para participarem do blog,então, o professor disse não saber qual o mistério e pediu para todos que não receberam o convite enviasse um e-mail para eluedy@gmail.com para assim serem adicionadas.

Durante a discussão o professor cita o Wikipédia, onde você tem infinitas possibilidades de leitura através dos links existentes no artigo, então ele diz da dificuldade que os antigos passavam com os pergaminhos, pois se você estivesse no fim e tivesse alguma duvida a respeito de algo que estivesse no inicio era obrigado a desenrolar todo o pergaminho. Fala-se ainda da preocupação dos pais em relação a leitura dos seus filhos, então há uma discussão, pois, algumas alunas tem opinião que na verdade devemos mudar nosso conceito de leitura já que as crianças lêem sim, só que de forma diferente(noticias na internet sobre algum assunto que lhes interesse).

Outro tema discutido foi a diferença entre letrado e alfabetizado, surgiu o questionamento se uma pessoa pode ser analfabeto e ser letrada.O professor disse que de certa forma sim.O professor Luedy indicou o site observatório da imprensa, ele disse ser muito interessante, pois vários jornalistas postam suas opiniões sobre diversos assuntos.
Inicia-se uma nova discussão a respeito da programação da TV a cabo e sobre os conteúdos ministrados nas escolas já que o professor mostrou-se bastante insatisfeito com alguns dos conteúdos dados na escola de seu filho.

Essa aula teve um grande significado para o nosso grupo, pois podemos perceber a diferença de letrado e alfabetizado, e que não podemos conceituar leitura apenas os grandes clássicos e sim compreender que as crianças estão lendo aquilo que lhes interessam.

Equipe 04 (Cacielia, Daiane, Hilnai, Leidiane e Lisandra )

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Resenha do texto de Lévy, "As tecnologias têm um impacto?"


O autor no referido texto busca demonstrar como se dá a relação entre tecnologia e as atividades humanas, salientando que “a metáfora bélica” onde “a tecnologia seria algo comparável a um projétil e a cultura ou sociedade a um alvo vivo” não faz sentido. Visto que a tecnologia não está dissociada das atividades humanas como se fosse uma entidade com vida própria agindo independentemente, sendo impossível como Pierre Lévy afirma “separa o humano de seu ambiente material.”

Nesse momento a tecnologia aparece como reflexo de três entidades, a saber: técnica, cultura e sociedade. Assim, segundo palavras do próprio autor,

As verdadeiras relações, portanto, não são criadas entre “a” tecnologia (que seria da ordem da causa) e “a” cultura (que sofreria os efeitos), mas sim entre um grande número de atores humanos que inventam, produzem, utilizam e interpretam de diferentes formas as tecnologias.

Ao reafirmar esta idéia, Lévy diz: “as técnicas carregam consigo projetos, esquemas imaginários, implicações sociais e culturais bastante variados”. Desta forma, outro ponto importante diz respeito às formas diversas de uso que o ser humano pode dar à tecnologia. Neste momento, o autor traça comentários relevantes, demonstrando que esta pode encontrar fins muitas vezes nada louváveis, porém as diversas modalidades de uso da tecnologia poderão reformar umas as outras.

Um questionamento levantado pelo autor diz respeito a se técnicas determinam a sociedade ou a cultura. Neste sentido fica evidente seu posicionamento no seguinte trecho: “uma técnica é produzida dentro de uma cultura, e uma sociedade encontra-se condicionada por suas técnicas”. Na atualidade, a constante expansão do que o autor chama de “ciberespaço” traz sentimento de ameaça para os sujeitos que estão condicionados por essas técnicas e, juntamente com esse sentimento, uma sensação de que essas mudanças são impostas e advindas de um ambiente externo somente tende a crescer. Aí Lévy elucida que “quanto mais os processos de inteligência coletiva se desenvolvem – o que pressupõe -, melhor é a apropriação, por indivíduos e por grupos, das alterações técnicas, e menores são os efeitos de exclusão ou de destruição humana da aceleração do movimento tecno-social”.

Essa cibercultura que se expande graças ao avanço das tecnologias, passando estas a serem condicionantes da atividade coletiva em diversos campos, onde esta atividade é apresentada por Pierre Lévy como o veneno e o remédio da própria cibercultura, isso fica claro na seguinte fala do autor: “devido a seu aspecto participativo, socializante, decompartimentalizante, emancipador, a inteligência coletiva proposta pela cibercultura constitui um dos melhores remédios para o ritmo desestabilizante, por vezes excludente, da mutação técnica. Mas neste mesmo movimento, a inteligência coletiva trabalha ativamente para a aceleração dessa mutação.”

Alunas: Adeneide Carvalho, Ester Santos, Kallyna Souza e Taiara Brandão

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Um dos últimos relatórios (postado com algum atraso)

A aula do professor Luedy, da disciplina de Novas Tecnologias iniciou com a intenção de discutir a 2ª parte do texto Modo de Endereçamento. Porém , a idéia logo foi desfeita, pois a maior parte da turma não tinha lido o texto e o próprio professor afirmou que não teria sentido ele ler o texto e nós apenas escuta-lo. O plano B, foi então lançado e aceito pela turma: discussão do texto de Maria Worraber Costa, “Ensinando a dividir o mundo; as perversas lições de um programa de televisão” A autora do texto abordou a influência da mídia na formação das identidades sociais, ela usou como exemplo o programaBambuluá, que foi ao ar em 2002, e era apresentado durante a semana pela manhã, na rede Globo de televisão, direcionada a crianças e adolescentes

O professor Luedy, perguntou o que a turma achou do texto, e a aluna Isabela expôs o seu entendimento colocando a questão de como a autora tratava o tema, se referindo ao programa Bambuluá. Nesse programa, a comunidade era divida entre as pessoas que pertenciam a turma do bem e do mal. Uma das coisas que lhe chamou atenção foi o fato de que as pessoas que pertenciam ao lado do bem, em sua maioria eram pessoas brancas, enquanto que as pessoas do mal eram pessoas negras, sujas e também havia deficientes.

A discussão circulou sobre várias questões propostas pela turma, as quais foram: os tipos de programas da televisão; a que o público este é dirigido; quais pessoas são consideradas como tendo perfil para serem autores, apresentadores, etc. uma das colocações do professor Luedy a respeito do perfil de quem faz televisão, foi sobre uma garota negra que tinha o sonho de ser paquita da Xuxa (apenas sonho, pois as paquitas eram loiras. Ele lembrou também de um episódio da série da globo, Cidade dos Homens , quando Acerola (um dos protagonistas que era negro) encontrou Regina Case e lhe confessou eu não queria mais ser menino na favela, o que ele queria era ser protagonista de novela. Regina Case chegou a levar Acerola até o Projac, ele fez um teste como protagonista de uma novela, mas quem estava dirigindo o teste achou que alguma coisa não estava encaixando, ou seja, logo podemos supor que esta “coisa” era o perfil que ele não tinha (não era branco, nem bonito). Ter pessoas negras como protagonistas, foi lembrado pela turma da atriz Taís Araújo, na novela Da cor do pecado – curioso o título, não?- a atriz também foi a primeira Helena negra das novelas de Manuel Carlos.

Uma outra questão levantada na sala de aula, e que foi de total importância no entendimento de endereçamento, estava vinculada no programa, também da rede Globo, Malhação. O professor explicou que mesmo esse, sendo um programa assistido por várias pessoas, os telespectadores não aceitam tudo que passa no programa. Quem assiste não aceita passivamente tudo que lhe é exposto, ou seja, o modo de endereçamento era quando o que o diretor tenta passar é visto criticamente pelas pessoas que assistem ao programa .

Outras observações foram feitas ainda nessa novela juvenil. Luedy questionou o porque do contexto da escola de Malhação ser de escola particular. Perguntou ainda se não seria interessante ter uma Malhação que representasse a maioria dos telespectadores, que são de classe baixa. Algumas das alunas contra argumentaram, dizendo que se o programa representasse a classe baixa não teria a mesma audiência, e que vê jovens da classe média vivendo histórias fantásticas seria uma válvula de escape do mundo desses telespectadores, que pra visão deles não tem nada de fantástico.

A discussão foi boa. Contou com a participação de toda a turma, mesmo que em pequenos grupos que não se manifestaram para a sala.

Grupo: Beatriz Mello de Lima, Jamyle Freitas Braga, Sara Santos Barbosa.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Relatório do dia 15/07, equipe 07

Pensando currículo e tecnologia na escola

Um desafio muito importante para a educação é unir o currículo tradicional com as novas tecnologias da informação. Muitos estudantes têm acesso a NTIC’s, porém, as utilizam para fins “recreativos”. Cabe aos educadores proporcioná-los um melhor uso dessas tecnologias, trazendo-as para a sala de aula, objetivando assim, uma maior interação dos alunos, através da relação entre métodos tecnológicos e educação.

Buscando novas possibilidades de aprendizagem na educação, por meio das novas tecnologias, Ilnara Barros Daltro de Santana, professora de História e, Simone Santos de Oliveira, professora de Geografia, do Colégio Estadual Dr. Jair Santos Silva, localizado no bairro Feira IX, desenvolveram um projeto, valorizando a interdisciplinaridade e utilizando-se da metodologia tecnológica Webquest.

A Webquest é um método no qual o professor e o aluno se utilizam da tecnologia informacional para obter os meios necessários ao ensino e à aprendizagem. Motivadas pelo conhecimento da lei nº. 10639/2003, que determina o ensino da cultura negra no espaço escolar, as professoras escolheram como tema desse projeto o Continente Africano, fazendo com que os alunos utilizassem dessa ferramenta para obter as informações necessárias para o desenvolvimento do trabalho.

Com o findar deste trabalho, as docentes puderam perceber que, além de proporcionar aos alunos, uma reflexão sobre a diversidade étnica e a pluralidade cultural africana, pôde também incentivar os mesmos a acessarem outros sites, não sendo somente MSN e orkut. Com isso, mostrou aos estudantes o quanto o uso da web pode contribuir com seu desenvolvimento cognitivo. Fica claro também, a importância dos docentes estarem associando o método tradicional de ensino com as novas técnicas informacionais.

Por Ana Marta, Anna Thalita, Maryana Barrêtto e Tamires Brandão.


Relatório do dia 15/07

A escola pública brasileira e o uso das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação

As novas tecnologias da informação e da comunicação são imprescindíveis para o desenvolvimento da aprendizagem. Os alunos estão cada vez mais antenados com as tecnologias e deixam a educação formal de lado, por não ser tão interessante quanto tais instrumentos.

Atualmente as novas NTIC’s auxiliam no processo de aprendizagem, porém muitos professores não estão qualificados para utilização desses meios, seja por falta de interesse, impossibilidade de acesso, ou por achar que por a escola não oferecer não deve ‘correr atrás’.

Dentro da perspectiva do não uso das NTIC’s entram os seguintes fatores: a escola não possuir muitas tecnologias, a escola possuir e não disponibilizá-las e a escola possuir e não disponibilizá-las justificando falta de capacitação dos professores. Tal quadro passa uma imagem de que as escolas (no seu sentido completo: alunos, professores, direção e comunidade) não têm capacidade de promover uma educação completa para seus alunos. E isso é mentira!

Afirmamos que é mentira por acreditar que as tecnologias podem ser vistas de diversos ângulos e podem ser “reinventadas”. Na aula de novas tecnologias da informação e da comunicação no dia 15 de julho de 2009 tivemos a oportunidade de ver o trabalho fruto de uma pesquisa realizada pelas professoras Ilnara e Simone da área de humanidades do Colégio Estadual Dr. Jair Santos Silva. Elas usaram a webquest como ferramenta tecnológica proporcionando um trabalho interdisciplinar no estudo da africanidade, possibilitando a interação das diversas áreas de conhecimento.

A webquest é um modelo extremamente simples e rico para dimensionar usos educacionais da web. Tal instrumento ajudou os estudantes a perceberem a importância do uso de outros sites da web que não somente o msn e o orkut, e também o quanto esses sites podem auxiliar em sua aprendizagem, tais instrumentos não são mais usados apenas como fonte de bate-papo.

O uso da internet como fonte de pesquisa possibilitou ao aluno a partir das discussões em sala refletirem sobre a diversidade cultural. Eles puderam se perceber enquanto afro descendente respeitando, portanto, a cultura do outro.

As professoras contaram com o apoio da escola bem como dos instrumentos tecnológicos oferecidos por ela, como: data show, computadores com internet, impressoras, televisão, DVD etc.. Porém sabemos que essa não é a realidade das escolas públicas brasileiras. Contamos muitas com escolas que possuem apenas uma televisão e DVD, por isso acreditamos na criatividade do docente.

Entendendo que o trabalho docente não se encerra na sala de aula, o docente deveria aliar os meios tecnológicos da internet e editar de forma que possa ser utilizado pelos meios oferecidos na escola, prendendo a atenção dos alunos e criando neles a idéia de que as coisas podem ser ressignificadas. O docente deve também procurar saber qual o contato do aluno com as ferramentas tecnológicas antes de afirmar que os mesmos não têm acesso a elas. Pois os alunos não são “tabulas rasas”, eles sempre possuem algum tipo de conhecimento prévio.


Ana Paula Paz, Ana Babara Reis, Kamilla Peixinho e Isis Naiane

sábado, 27 de junho de 2009

Clévia Macêdo, Fabiana Brandão, Iane Carneiro e Izabela Santos- Equipe 4

Na última aula Luedy deu continuidade ao debate sobre o texto “Modos de endereçamento: uma coisa de cinema; uma coisa de educação também” de Elizabeth Ellsworth. Para iniciar o debate Luedy nos fez pensar sobre dois pontos que a autora aborda, o primeiro ponto é o seguinte: 

        Qual é a relação entre o texto de um filme e a experiência do espectador, a estrutura de um romance e a interpretação feita pelo leitor, uma pintura e a emoção da pessoa que a contempla, uma prática social e a identidade cultural, um determinado currículo e sua aprendizagem? (...) qual é a relação entre o lado de ‘fora’ da sociedade e o lado de ‘dentro’ da psique humana? 

É possível pensar num roteiro de um filme que atinja o espectador, tocando em seus sentimentos mais íntimos? Ou mais, é possível fazer com que esses sentimentos se dêem na coletividade? Para responder a estes questionamentos, ou até para nos fazer pensar sobre suas possíveis respostas Luedy aborda o segundo ponto: 

        Se você compreender qual é a relação entre o texto de um filme e a experiência do espectador, por exemplo, você poderá ser capaz de mudar ou influenciar, até mesmo controlar, a resposta do espectador, produzindo um filme de uma forma particular.

Não há realidade sem representação, bem como toda representação não é neutra e não é analisada como um todo, mas sim por um recorte da realidade. Ellsworth nos faz pensar sobre o potencial que os filmes teem de nos levar a pensar e a agir da forma como esperam que assim o façamos. Vários filmes são citados pela autora, como Go fish [O par perfeito] que apela que as pessoas que seguem orientações alternativas a participem de festivais alternativos participem de festivais também alternativos. Cita também o filme Jurassic Park [O parque dos dinossauros] que foi produzido para atrair a maior “massa” de espectadores possível.

Não precisamos ir muito longe para pensarmos no efeito do modo de endereçamento cinematográfico, em nossa aula foram citados alguns filmes brasileiros de grande impacto na sociedade. Tropa de Elite, filme de José Padilha [SNOPSE DO FILME: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropa_de_Elite_(filme)] um filme brasileiro alvo de grande repercussão por trazer um roteiro que retrate com uma grande carga de estereótipos e estigmas a realidade brasileira (ou pelo menos um recorte dela) e porque foi visto por milhares de pessoas antes do seu lançamento nos cinemas. 

Tropa de Elite aborda temáticas variadas mas oriundas de uma mesma raiz, a precariedade em que a sociedade se encontra. Tráfico de drogas, corrupção da polícia brasileira, precariedade na segurança pública, valores morais acerca do que é bom ou ruim.

Até o presente momento nossa discussão na sala parecia que estava se encaminhando para longe do que nos propusemos a debater que era o modo de endereçamento quer no cinema, quer na educação. Para nos sentirmos mais longe ainda do tema proposto apareceu de maneira surpreendente a discussão sobre a legalização ou não da maconha e outras drogas.

Ao dizer que o filme é fascista, Luedy fala de como o filme nos leva a um comportamento impiedoso ao ver um só lado da moeda. No filme, passamos a odiar o Baiano e a julgar correta a atitude de Matias e do Capitão Nascimento em vingar a morte do companheiro, nos esquecemos que por traz de um bandido há também uma família que sentirá a sua morte. No entanto o filme nos apresenta de maneira bem sutil a presença dessa família e nos mostra apenas o sentimento de justiça que há nos ‘homens da lei’.

Pensemos então em outra postura fascista do filme, jovens da classe média usuários de drogas, compradores do criminoso Baiano não sofrem nenhum tipo de punição. Pelo contrário, participam de passeatas em favor da paz como se a atitude de fomentar o tráfico não influenciasse na violência. Há quem defenda que o usuário nada tem a ver com a violência, mas a relação traficante-comprador é uma via de mão-dupla, um não existe sem o outro.

Não há realidade neutra, há sempre uma guerra de idéias, valores e conceitos. Chegamos então na discussão sobre a legalização das drogas. Muitas pessoas se posicionaram acerca do assunto. Houve quem assegurasse que a legalização da maconha diminuiria o tráfico de drogas e conseqüentemente a violência. Mas também houve quem defendesse que a legalização da maconha acabaria como hoje vemos o que acontece com outras drogas lícitas como o álcool e o cigarro, drogas legais, que têm leis que a controlam, leis que não funcionam bem tendo em vista o grande número de vitimas que acomete ano após ano.

Sugerimos que leiam a reportagem sobre “maconha: hora de legalizar?” da revista época [LINK: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI26723-15228-1,00-MACONHA+HORA+DE+LEGALIZAR.html ]

Depois de alguns posicionamentos de algumas alunas em nosso grupo de discussão, pudemos ver pontos relevantes e muito parecidos com o que Mano Brown diz no programa Roda Vida da Tv Cultura apresentado no dia 24/09/2007. A colega Sara mesmo estando ausente no momento do debate em sala se posicionou contra a legalização da maconha e de qualquer outra droga:

Sara: Sou contra, totalmente contra a um genocídio desses, sim coloco aqui como bem me parece dizer “genocídio”. Falo sobre essa questão primeiramente como cidadã que mesmo vendo as mazelas do mundo tem esperança de não mudança radical da situação, mas sim de melhora, e também falo como EDUCADORA. Acho que uma educadora jamais deveria se colocar a favor dessa legalização, pois a mesma tem em suas mãos o dever de educar e formar um cidadão consciente. Quando você é a favor da maconha, você automaticamente se torna cúmplice do assassinato de uma pessoa que cruzou por infelicidade o caminho de um assaltante que queria roubar pra manter o vício.  

Além do fato de sermos EDUCADORES e assim formadores de opinião e capazes de levar os alunos a pensar, bem como ENDEREÇAR nossas aulas de forma a torná-los cidadãos melhores, somos humanos e como tais devemos agir de forma a preservar o homem garantindo a sua vida e não sua degradação. Sugerimos que visitem o blog do colunista da Revista Veja Reinaldo Azevedo que comenta sobre a legalização das drogas [LINK: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/as-drogas-liberalismo-ideal/]. Azevedo defende que a legalização da maconha no Brasil repousa num debate ocioso de quem pede licença para transgredir leis com o aval dos “direitos humanos de quinta geração”, defende ainda a importância da educação doméstica como ingrediente fundamental de manutenção da sociedade. 

Ao falar em assegurar o bem–estar da sociedade, lembramo-nos da fala do professor Luedy a respeito do que leva o ser humano a se beneficiar das drogas. O mesmo coloca que algumas pessoas usam maconha para tirar o stress, outras colegas colocam que muitas pessoas procuram as drogas para encontrar paz ou relaxar ficar zen. E sobre isso o Mano Brown expressa sua opinião sobre a legalização das drogas. Brown diz que devemos deixar de ser hipócritas em acreditar na legalização de algumas drogas, que não é a favor ou contra a nada, mas é a favor de que ninguém precise usar drogas para entender nada. Bem parecido com o nosso ponto de vista, Reinaldo fala claramente que não podemos pensar em liberdade quando o ambiente não gera liberdade, mas a afeta e a estreita. Pensar em liberação de drogas é abrir pré-requisitos para pensarmos em outras liberações, o mesmo cita outras reivindicações que qualquer cidadão pode buscar.

Como Mano Brown [ENTREVISTA COM MANO BROWN http://diversidadecultural.wordpress.com/2007/11/13/6/ achamos que ninguém deveria precisar usar drogas para se sentir melhor, mais feliz ou menos estressado. Pensamos que ao invés de legalizar as drogas, seja ela qual for- pois pensamos que qualquer uma delas traz danos à saúde humana -, o estado brasileiro deveria melhorar a qualidade de vida da população (promovendo mais saúde, educação e lazer), e enquanto formadores possamos endereçar as nossas aulas de forma a construir uma sociedade livre de qualquer vício. 

Relatório da aula – 17/06/2009

    Equipe 3 : Adneide Carvalho, Ester Santos, Taiara Brandão, Kalyna. 

    A aula do dia 17 de junho de 2009 começou com o comentário do professor sobre os relatórios dos grupos 1 e 2 referente a aula anterior. Luedy afirma “Os relatórios foram bons, mas, faltou uma maior reflexão sobre o filme assistido, achei que foi muito descritivo”. Houve também um breve comentário sobre o texto, espaço entre a missão de um texto e uma mensagem, a percepção do espectador, a experiência que se tem em partilhar crenças, sonhos e expectativas. O filme “Tropa de elite” foi ulitilizado como exemplo para ilustrar a maneira como isso acontece.

    A discussão sobre o filme trouxe a tona opiniões diversas e exemplos de como “Tropa de elite” retratou aspectos da marginalidade e descreveu a realidade lamentável da cidade “maravilhosa”. De acordo com muitos comentários emitidos foi possível perceber que estas representações são de efeitos frenéticos e capazes de provocar no espectador vários sentimentos, dentre eles o desejo de “fazer justiça” mesmo que este vá de encontro a princípios éticos e morais.

    A reflexão do filme citado gerou em grande parte dos presentes uma polêmica sobre a legalização das drogas, muitos emitiram suas opiniões, uns contra outros a favor desta legalização.  O assunto realmente causou grande inquietação e não se limitou apenas à sala de aula, mas perdurou nos corredores da universidade chegando até as “novas tecnologias” (nos referimos às discussões no email).

    Ao elaborarmos o presente relatório voltamos a refletir o tema abordado e através de pesquisas realizadas pelo grupo emitiremos o nosso parecer através das palavras do Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira, integrante daUNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) da Universidade Federal de São Paulo:

             “... se legalizássemos completamente a maconha uma das possibilidades seria um maior consumo global desta droga, e possivelmente um maior consumo na população mais jovem, pois é isto que ocorre com as drogas lícitas como o álcool e o cigarro. Portanto com a legalização teríamos por um lado talvez menor número de crimes mais violentos, mas por outro lado a população mais jovem teria maiores complicações na escola, e talvez até aumentasse um tipo de criminalidade menos violenta para conseguir um pouco de dinheiro para consumir drogas.”

            “... podemos perceber que a proibição total de uma droga produz dano a medida que a droga progride na escala de legalidade, e portanto a sua disponibilidade social aumenta, o número de usuários aumenta, aumentando também o nível global de dano.”

            “No caso do álcool, por exemplo, centenas de pesquisas mostraram que quanto menor o preço e maior a disponibilidade num país, maior é o número de pessoas com problemas relacionados com o uso de álcool.”

            “... devemos, em primeiro lugar, diminuir o consumo global de todas as drogas. A estratégia para atingirmos esta diminuição é que pode variar de droga para droga e depender do momento histórico que uma sociedade vive.”

            “As políticas a serem implementadas no caso do álcool são várias e visariam essencialmente diminuir o consumo global. 1 - políticas de preço e taxação que são as ações com maior impacto social imediato.”

            “2 - políticas que diminuíssem o acesso físico do álcool. Tem sido demonstrado que quanto menor o número de locais vendendo álcool, maior o respeito ao limite de idade para vendas de bebidas alcoólicas, maior a consistência das leis do beber e dirigir, menor é o consumo global de uma população.

             “... 3 - políticas de proibição da propaganda nos meios de comunicação.

            “4 - campanhas na mídia e nas escolas visando informar melhor os efeitos de álcool...”

            “O desafio do debate das drogas no Brasil não é se devemos afrouxar as leis da maconha, mas como fazer um debate informado e com dados, e produzir uma política de drogas racional e balanceada que possa ser avaliada constantemente.”

            “A implementação desta política não ocorre espontaneamente, mas com uma ação determinada de governo. Talvez seja inútil esperarmos por uma grande política nacional de drogas. Ações locais de governo poderiam fazer uma grande diferença. Os estados e municípios deveriam envolver-se nessas ações com a ajuda comunitária. A sociedade civil já está bastante mobilizada com o assunto álcool e drogas, é necessário agora que os governos democraticamente eleitos mostrem a sua capacidade de organizar uma resposta racional a um problema que afeta milhões de brasileiros com um custo enorme para o país.” (Disponível em, http://www.sobresites.com/dependencia/pdf/LegalizacaoXRacionalidade) 

    A aula foi de grande valia, pois temas com estes contribuem para nossa formação e faz-nos ver que como educadoras precisamos estar com a mente aberta para refletir sobre diversos assuntos que permeiam a nossa sociedade e nos revela que cada aula contribuiu para a construção do conhecimento fundado sobre o uso crítico da razão vinculado a princípios éticos. 
 
 

terça-feira, 16 de junho de 2009

Relatório da aula do dia 10/06/09, Equipe 02

Na última quarta-feira, começamos a aula com o professor Luedy falando do texto “Modos de endereçamento: uma coisa de cinema; uma coisa de educação também”, da autora Elizabeth Ellsworth, o que levou a uma pequena discussão, quando a aluna Fabrícia diz que amou o texto porque adora cinema. Luedy diz que quanto mais persuasivo for o filme, mais a gente se entrega a ele.


Em seguida, Luedy passou um documentário para a turma assistir, “Edifício Master”, do diretor Eduardo Coutinho (um cineasta brasileiro nascido em 11 de maio de 1933, na cidade de São Paulo, considerado um dos mais importantes documentaristas da atualidade).


O documentário “Edifício Master” relata a rotina de um edifício em Copacabana, a uma esquina da praia, 276 apartamentos conjugados, 500 moradores, 12 andares, 23 apartamentos por andar. Eduardo Coutinho e sua equipe alugaram um apartamento no prédio por um mês e durante sete dias filmaram a vida de seus moradores, 37 deles são personagens do filme.


O documentário inicia com o depoimento da primeira moradora entrevistada, por nome de Vera Lúcia, ela diz que mora no edifício há 49 anos, mudou de apartamento 28 vezes, no mesmo edifício, diz que ali já foi um prostíbulo, tinha morte, prostituição, homicídio, mas que agora é um prédio familiar.


Outro depoimento interessante foi o do síndico Sergio, ele fala que na sua administração tenta usar “Piaget”, mas quando não dá certo usa “Pinochet” para tentar tornar o prédio um ambiente mais amoroso.


Há pessoas que relatam demonstrando amor ao seu (a) companheiro (a), ciúme, algumas falam da paixão pela música, pela pintura, atuação em novelas, cinema, dança e outras comentam sobre problemas de socialização.


O que chama mais atenção, na maioria dos depoimentos, é a solidão que as pessoas expressam e a pouca proximidade entre os vizinhos, como é o caso da última moradora entrevistada, Fabiana, a qual foi morar sozinha para estudar, ela relata sobre sua experiência em conviver em um edifício, no qual desconhecia seus vizinhos e passou a conhecer depois de quatro meses.


Após o término do documentário, iniciou uma discussão relacionando-o com o texto “Modos de endereçamento”, colocada em sala de aula tanto pelo professor, como por algumas alunas. Houve também comentários fazendo ligação do que estava sendo discutido com a representação da realidade. Luedy falou que houve uma seleção de participantes e o roteiro é feito de recortes da vida de todos ao mesmo tempo, através de cada janela para a produção do documentário “Edifício Master”.


Vale ressaltar que, outro aspecto importante retirado do texto, foi trecho lido pelo professor Luedy:

Mas a educação era um campo em nada parecido com o do cinema e da televisão. Não era em nada parecido com o campo da literatura e da teoria literária. Era mais parecido com as aulas de sociologia que eu tive – aquelas ensinadas por meio de livros-texto de instrução programada. Como eu acabava de descobrir, o campo da educação era uma ciência social. O que mais aprendi do meu encontro com o campo acadêmico da educação, que agora já dura por mais dez anos, foi que eu não quero ensinar ou aprender na ausência de prazer, enredo, emoção, metáfora, artefatos culturais e de envolvimento e interação com o público. (Elizabeth Ellsworth, 2001, p.10-11).

Luedy comenta que a autora Elizabeth Ellsworth, também é ligada ao campo da educação, como cineasta também quer trabalhar e ensinar por prazer e emoção, o que hoje é difícil ver nos atuais profissionais da educação.


No próximo encontro, continuaremos com o restante da discussão do texto e do documentário, que será feita em sala de aula por outras colegas.


Equipe 02: Carine Nascimento, Daniele, Fabiana e Wiliane

   

Relato do dia 10/06, pela Equipe 01

O professor Eduardo Luedy inicia a aula perguntando à turma o que achou do texto “Modo de Endereçamento: uma coisa de cinema”, no qual traz modo de endereçamento como um termo de estudos do cinema, de Elizabeth Ellsworth (2001), se referindo a uma estruturação (a partir da posição na qual o espectador pode ler o filme) e as relações entre espectador e o filme. Ele tem como objetivo endereçar a comunicação, texto ou ação “para” alguém, porém, muitas vezes esse objetivo não é atingido, porque acaba influenciando um público “ao qual não é direcionado”. A aluna Fabrícia expõe sua opinião dizendo que nem sempre conseguimos perceber o endereçamento de um filme, pois ás vezes é sutil, singelo e o professor acrescenta que também é persuasivo.

Luedy lê um trecho da página dez:

Mas a educação era um campo em nada parecido com o do cinema e da televisão. Não era nada parecido com o da literatura e da teoria literária. Era mais parecido com as aulas de sociologia que eu tive – aquelas ensinadas por meio de livros-texto de instrução programada. Como eu acabava de descobrir, o campo da educação era uma ciência social. O que eu mais aprendi do meu encontro com o campo acadêmico da educação, que agora já dura por mais de dez anos, foi que eu não quero ensinar ou aprender na ausência de prazer, enredo, emoção, metáfora, artefatos culturais e de envolvimento e interação com o público. (ELLSWORTH, 2001, p. 10-11).

Em seguida comenta que no campo da educação não há enredo, emoção e artefatos culturais. Entretanto, o grupo discorda da colocação do professor, pois percebemos que apesar da pouca evidência ainda há pessoas que ensinam e aprendem com prazer e emoção. Seguindo, lê também um parágrafo da página doze:

Questões como: qual é a relação entre o texto de um filme e a experiência do espectador, a estrutura de um romance e a interpretação feita pelo leitor, uma pintura e a emoção da pessoa que a contempla, uma prática social e a identidade cultural, um determinado currículo e a sua aprendizagem? (ELLSWORTH, 2001. p.12)

E explica que o filme precisa seduzir para que nos coloquemos no lugar a qual ele se endereça.

Posteriormente propõe à turma assistir ao documentário Edifício Máster de Eduardo Coutinho. Esse documentário relata a história de moradores do Edifício Máster em Copacabana. Seus relatos mostram recortes do cotidiano vivido por eles. São histórias como: a de Sérgio que é administrador do prédio: ele diz gostar do seu cargo e tem como objetivo fazer do prédio um lugar de qualidade. Segundo ele, usa Piaget e se não der resultado usa Pinochet. A de Carlos e Maria Regina: ela diz ser muito ciumenta e por esse motivo quase cometeu suicídio, teve 22 filhos com 15 abortos. Ambos moravam numa favela. Maria Regina diz não gostar de Copacabana, pois se sente presa. Alessandra é uma jovem de 20 anos. Diz que não teve infância, seu pai não a deixava livre e segundo ela por esse motivo ficou grávida aos 14 anos na sua primeira relação sexual. Atualmente é garota de programa e diz ter uma vida difícil e faz isso para sustentar a filha.

Após o depoimento dos moradores desse edifício, percebemos a influência da mídia em Copacabana. Ela nos traz que Copacabana é um bairro de classe média alta, mas não traz o outro lado, como relata os moradores. Um bairro muito populoso, com muito barulho e muitas vezes as pessoas não conhecem nem mesmo seu próprio vizinho. Preferem a solidão de suas casas.

Ao término do documentário, Luedy e algumas alunas discutem sobre os personagens do filme, que são atores reais, sociais. O professor acrescenta também que não existe real que não seja recorte e ficou claro para todos que apesar de Copacabana ser um dos bairros mais populosos algumas pessoas sentem-se sozinhas: “é estar só na multidão”. Após isso a aula termina ás 10:55 hs, deixando o fim da discussão para a aula do dia 15/06/09.

Equipe 01, Aline, Adriana Souza; Elisione, Marta.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Blogs ou a hipertuxtualização de que nos fala Lévy

Durante o meu período de afastamento das atividades acadêmicas da Uefs - um longo período de quase dez meses que me foram úteis para poder dar cabo de uma tese de doutorado -, entre maio de 2008 e janeiro de 2009, dentre as tantas tarefas de leituras, coleta e análise de material empírico requeridos para poder escrever aquele trabalho, passeei muito pela internet.

Meu lazer e meu trabalho de pesquisa já não se apartavam na maioria das vezes, uma vez que boa prate de minhas pesquisas e leituras eram feitas na internet. E assim foi que descobri o Blog de Caetano Veloso, Obra em Progresso.

Participei muito ativamente deste Blog, tanto como leitor quanto comentarista dos diversos e interessantes textos que Caetano postava em seu Blog. O que, pra mim, era mesmo uma honra: Caetano lia e respondia a quase tudo o que escrevíamos lá. Houve uma ocasião, por exemplo, em que ele escreveu sobre linguística e eu me pus a discordar dos pressupostos dele. Ele não só respondeu, como tabulamos, a partir daí, uma interessante conversa - algo que o fez até modificar um pouco seu ponto de vista.

Mais do que cabotinagem minha, ficar contando de meus papos virtuais com Caetano serve mais de exemplo de como estas novas  tecnologias de comunicação, mais do que afastar as pessoas, facilitam aproximações. Mas é também exemplo daquilo que comversávamos sobre letramento - neste blog as pessoas escreviam muito, liam muito

Além do que, o Blog de Caetano, assim como tantos outros, ilustra bem aquilo que Lévy chama de hipertextualização - uma ampliação das possibilidades de leitura, algo que "produz, a partir de um texto inicial, uma reserva textual e instrumentos de composição graças aos quais um navegador poderá projetar uma quantidade de outros textos" (que está na p. 42 do capítulo "a virtualização do texto".)

Um dos posts no Blog de Caetano sobre o neo-pagode baiano conseguiu ter mais de 500 comments! Textos sobre textos, bem aquilo que Lévy nos diz acerca do texto ser transformado em "problemática textual":

"... o suporte digital permite novos tipos de leituras (e de escritas) coletivas. Um continuum variado se estende assim entre a leitura individual de um texto preciso e a navegação em várias redes digitais no interior das quais um grande número de pessoas anota, aumenta, conecta os textos uns aos outros por meio de ligações hipertextuais" (p.43).
Um outro exemplo de como os tais "instrumentos de composição" podem transformar nossos atos de composição e leitura textual: eu havia criado um blog para uma outra disciplina que ministrei "Educação e Diversidade Cultural". A disciplina passou (e de fato a idéia de envolver os alunos e alunas da disciplina não deu muito certo - a participação foi mínima) e eu acabei tomando o bblog para mim mesmo. Escrevi um texto sobre música popular e preconceito que veio a despertar alguma atenção.

Um grande amigo.militante negro, envolvido com hip-hop em Salvador, que também tem um Blog muito interessante, "Gramática da Ira", gostou do texto e o republicou.

Vejam como ele fez um uso muito mais interessante do que eu mesmo fiz em meu blog. Na verdade, O que meu amigo Nelson Maca fez com o meu texto foi ampliar suas possibilidades hipertextuais. Vejam como ficou, comparem e digam algo!

ps. apenas metade da turma está recebendo avisos através do grupo de discussão. Parte significativa de nossas tarefas se darão de agora em diante a partir destes suportes. Será que vou ter que fazer uma avaliação, valendo ponto, daquelas bem ameaçadoramente punitivas para fazer com que todas acompanhem o que estou propondo? Espero que não. Eu não tenho muito jeito pra isso.