terça-feira, 4 de agosto de 2009

Um dos últimos relatórios (postado com algum atraso)

A aula do professor Luedy, da disciplina de Novas Tecnologias iniciou com a intenção de discutir a 2ª parte do texto Modo de Endereçamento. Porém , a idéia logo foi desfeita, pois a maior parte da turma não tinha lido o texto e o próprio professor afirmou que não teria sentido ele ler o texto e nós apenas escuta-lo. O plano B, foi então lançado e aceito pela turma: discussão do texto de Maria Worraber Costa, “Ensinando a dividir o mundo; as perversas lições de um programa de televisão” A autora do texto abordou a influência da mídia na formação das identidades sociais, ela usou como exemplo o programaBambuluá, que foi ao ar em 2002, e era apresentado durante a semana pela manhã, na rede Globo de televisão, direcionada a crianças e adolescentes

O professor Luedy, perguntou o que a turma achou do texto, e a aluna Isabela expôs o seu entendimento colocando a questão de como a autora tratava o tema, se referindo ao programa Bambuluá. Nesse programa, a comunidade era divida entre as pessoas que pertenciam a turma do bem e do mal. Uma das coisas que lhe chamou atenção foi o fato de que as pessoas que pertenciam ao lado do bem, em sua maioria eram pessoas brancas, enquanto que as pessoas do mal eram pessoas negras, sujas e também havia deficientes.

A discussão circulou sobre várias questões propostas pela turma, as quais foram: os tipos de programas da televisão; a que o público este é dirigido; quais pessoas são consideradas como tendo perfil para serem autores, apresentadores, etc. uma das colocações do professor Luedy a respeito do perfil de quem faz televisão, foi sobre uma garota negra que tinha o sonho de ser paquita da Xuxa (apenas sonho, pois as paquitas eram loiras. Ele lembrou também de um episódio da série da globo, Cidade dos Homens , quando Acerola (um dos protagonistas que era negro) encontrou Regina Case e lhe confessou eu não queria mais ser menino na favela, o que ele queria era ser protagonista de novela. Regina Case chegou a levar Acerola até o Projac, ele fez um teste como protagonista de uma novela, mas quem estava dirigindo o teste achou que alguma coisa não estava encaixando, ou seja, logo podemos supor que esta “coisa” era o perfil que ele não tinha (não era branco, nem bonito). Ter pessoas negras como protagonistas, foi lembrado pela turma da atriz Taís Araújo, na novela Da cor do pecado – curioso o título, não?- a atriz também foi a primeira Helena negra das novelas de Manuel Carlos.

Uma outra questão levantada na sala de aula, e que foi de total importância no entendimento de endereçamento, estava vinculada no programa, também da rede Globo, Malhação. O professor explicou que mesmo esse, sendo um programa assistido por várias pessoas, os telespectadores não aceitam tudo que passa no programa. Quem assiste não aceita passivamente tudo que lhe é exposto, ou seja, o modo de endereçamento era quando o que o diretor tenta passar é visto criticamente pelas pessoas que assistem ao programa .

Outras observações foram feitas ainda nessa novela juvenil. Luedy questionou o porque do contexto da escola de Malhação ser de escola particular. Perguntou ainda se não seria interessante ter uma Malhação que representasse a maioria dos telespectadores, que são de classe baixa. Algumas das alunas contra argumentaram, dizendo que se o programa representasse a classe baixa não teria a mesma audiência, e que vê jovens da classe média vivendo histórias fantásticas seria uma válvula de escape do mundo desses telespectadores, que pra visão deles não tem nada de fantástico.

A discussão foi boa. Contou com a participação de toda a turma, mesmo que em pequenos grupos que não se manifestaram para a sala.

Grupo: Beatriz Mello de Lima, Jamyle Freitas Braga, Sara Santos Barbosa.

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