O professor Eduardo Luedy inicia a aula perguntando à turma o que achou do texto “Modo de Endereçamento: uma coisa de cinema”, no qual traz modo de endereçamento como um termo de estudos do cinema, de Elizabeth Ellsworth (2001), se referindo a uma estruturação (a partir da posição na qual o espectador pode ler o filme) e as relações entre espectador e o filme. Ele tem como objetivo endereçar a comunicação, texto ou ação “para” alguém, porém, muitas vezes esse objetivo não é atingido, porque acaba influenciando um público “ao qual não é direcionado”. A aluna Fabrícia expõe sua opinião dizendo que nem sempre conseguimos perceber o endereçamento de um filme, pois ás vezes é sutil, singelo e o professor acrescenta que também é persuasivo.
Luedy lê um trecho da página dez:
Mas a educação era um campo em nada parecido com o do cinema e da televisão. Não era nada parecido com o da literatura e da teoria literária. Era mais parecido com as aulas de sociologia que eu tive – aquelas ensinadas por meio de livros-texto de instrução programada. Como eu acabava de descobrir, o campo da educação era uma ciência social. O que eu mais aprendi do meu encontro com o campo acadêmico da educação, que agora já dura por mais de dez anos, foi que eu não quero ensinar ou aprender na ausência de prazer, enredo, emoção, metáfora, artefatos culturais e de envolvimento e interação com o público. (ELLSWORTH, 2001, p. 10-11).
Em seguida comenta que no campo da educação não há enredo, emoção e artefatos culturais. Entretanto, o grupo discorda da colocação do professor, pois percebemos que apesar da pouca evidência ainda há pessoas que ensinam e aprendem com prazer e emoção. Seguindo, lê também um parágrafo da página doze:
Questões como: qual é a relação entre o texto de um filme e a experiência do espectador, a estrutura de um romance e a interpretação feita pelo leitor, uma pintura e a emoção da pessoa que a contempla, uma prática social e a identidade cultural, um determinado currículo e a sua aprendizagem? (ELLSWORTH, 2001. p.12)
E explica que o filme precisa seduzir para que nos coloquemos no lugar a qual ele se endereça.
Posteriormente propõe à turma assistir ao documentário Edifício Máster de Eduardo Coutinho. Esse documentário relata a história de moradores do Edifício Máster
Após o depoimento dos moradores desse edifício, percebemos a influência da mídia em Copacabana. Ela nos traz que Copacabana é um bairro de classe média alta, mas não traz o outro lado, como relata os moradores. Um bairro muito populoso, com muito barulho e muitas vezes as pessoas não conhecem nem mesmo seu próprio vizinho. Preferem a solidão de suas casas.
Ao término do documentário, Luedy e algumas alunas discutem sobre os personagens do filme, que são atores reais, sociais. O professor acrescenta também que não existe real que não seja recorte e ficou claro para todos que apesar de Copacabana ser um dos bairros mais populosos algumas pessoas sentem-se sozinhas: “é estar só na multidão”. Após isso a aula termina ás 10:55 hs, deixando o fim da discussão para a aula do dia 15/06/09.
Equipe 01, Aline, Adriana Souza; Elisione, Marta.
Muito bem! Desencantamos o blog!
ResponderExcluirParabéns à equipe pelo relato da aula. Permitam-me apenas a seguinte observação: acho que as considerações acerca daquilo que lhes chamou a atenção no documentário de Coutinho poderiam ser melhor desenvolvidas no sentido de se buscar uma articulação teórica com o texto e com as próprias discussões em classe (independentemente do que diz Ellsworth ou não). Em outros termos, achei que as considerações acerca do Edifício Master mais descrevem do que apresentam reflexões. Estou sendo muito cri-cri? Bem, esse é o meu papel.
De todo modo, parabéns pelo relato.