sábado, 27 de junho de 2009

Relatório da aula – 17/06/2009

    Equipe 3 : Adneide Carvalho, Ester Santos, Taiara Brandão, Kalyna. 

    A aula do dia 17 de junho de 2009 começou com o comentário do professor sobre os relatórios dos grupos 1 e 2 referente a aula anterior. Luedy afirma “Os relatórios foram bons, mas, faltou uma maior reflexão sobre o filme assistido, achei que foi muito descritivo”. Houve também um breve comentário sobre o texto, espaço entre a missão de um texto e uma mensagem, a percepção do espectador, a experiência que se tem em partilhar crenças, sonhos e expectativas. O filme “Tropa de elite” foi ulitilizado como exemplo para ilustrar a maneira como isso acontece.

    A discussão sobre o filme trouxe a tona opiniões diversas e exemplos de como “Tropa de elite” retratou aspectos da marginalidade e descreveu a realidade lamentável da cidade “maravilhosa”. De acordo com muitos comentários emitidos foi possível perceber que estas representações são de efeitos frenéticos e capazes de provocar no espectador vários sentimentos, dentre eles o desejo de “fazer justiça” mesmo que este vá de encontro a princípios éticos e morais.

    A reflexão do filme citado gerou em grande parte dos presentes uma polêmica sobre a legalização das drogas, muitos emitiram suas opiniões, uns contra outros a favor desta legalização.  O assunto realmente causou grande inquietação e não se limitou apenas à sala de aula, mas perdurou nos corredores da universidade chegando até as “novas tecnologias” (nos referimos às discussões no email).

    Ao elaborarmos o presente relatório voltamos a refletir o tema abordado e através de pesquisas realizadas pelo grupo emitiremos o nosso parecer através das palavras do Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira, integrante daUNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) da Universidade Federal de São Paulo:

             “... se legalizássemos completamente a maconha uma das possibilidades seria um maior consumo global desta droga, e possivelmente um maior consumo na população mais jovem, pois é isto que ocorre com as drogas lícitas como o álcool e o cigarro. Portanto com a legalização teríamos por um lado talvez menor número de crimes mais violentos, mas por outro lado a população mais jovem teria maiores complicações na escola, e talvez até aumentasse um tipo de criminalidade menos violenta para conseguir um pouco de dinheiro para consumir drogas.”

            “... podemos perceber que a proibição total de uma droga produz dano a medida que a droga progride na escala de legalidade, e portanto a sua disponibilidade social aumenta, o número de usuários aumenta, aumentando também o nível global de dano.”

            “No caso do álcool, por exemplo, centenas de pesquisas mostraram que quanto menor o preço e maior a disponibilidade num país, maior é o número de pessoas com problemas relacionados com o uso de álcool.”

            “... devemos, em primeiro lugar, diminuir o consumo global de todas as drogas. A estratégia para atingirmos esta diminuição é que pode variar de droga para droga e depender do momento histórico que uma sociedade vive.”

            “As políticas a serem implementadas no caso do álcool são várias e visariam essencialmente diminuir o consumo global. 1 - políticas de preço e taxação que são as ações com maior impacto social imediato.”

            “2 - políticas que diminuíssem o acesso físico do álcool. Tem sido demonstrado que quanto menor o número de locais vendendo álcool, maior o respeito ao limite de idade para vendas de bebidas alcoólicas, maior a consistência das leis do beber e dirigir, menor é o consumo global de uma população.

             “... 3 - políticas de proibição da propaganda nos meios de comunicação.

            “4 - campanhas na mídia e nas escolas visando informar melhor os efeitos de álcool...”

            “O desafio do debate das drogas no Brasil não é se devemos afrouxar as leis da maconha, mas como fazer um debate informado e com dados, e produzir uma política de drogas racional e balanceada que possa ser avaliada constantemente.”

            “A implementação desta política não ocorre espontaneamente, mas com uma ação determinada de governo. Talvez seja inútil esperarmos por uma grande política nacional de drogas. Ações locais de governo poderiam fazer uma grande diferença. Os estados e municípios deveriam envolver-se nessas ações com a ajuda comunitária. A sociedade civil já está bastante mobilizada com o assunto álcool e drogas, é necessário agora que os governos democraticamente eleitos mostrem a sua capacidade de organizar uma resposta racional a um problema que afeta milhões de brasileiros com um custo enorme para o país.” (Disponível em, http://www.sobresites.com/dependencia/pdf/LegalizacaoXRacionalidade) 

    A aula foi de grande valia, pois temas com estes contribuem para nossa formação e faz-nos ver que como educadoras precisamos estar com a mente aberta para refletir sobre diversos assuntos que permeiam a nossa sociedade e nos revela que cada aula contribuiu para a construção do conhecimento fundado sobre o uso crítico da razão vinculado a princípios éticos. 
 
 

Um comentário:

  1. Muito bem. Gostaria que vocês complementassem as informações acima com a leitura do que já escrevi sobre o assunto (não tanto por minhas opiniões, mas mais porque no texto que eu escrevi há outros links interessantes). Volto ainda mais tarde para comentar tudo com mais vagar, ok?
    abraços,
    Eduardo

    ResponderExcluir