terça-feira, 16 de junho de 2009

Relatório da aula do dia 10/06/09, Equipe 02

Na última quarta-feira, começamos a aula com o professor Luedy falando do texto “Modos de endereçamento: uma coisa de cinema; uma coisa de educação também”, da autora Elizabeth Ellsworth, o que levou a uma pequena discussão, quando a aluna Fabrícia diz que amou o texto porque adora cinema. Luedy diz que quanto mais persuasivo for o filme, mais a gente se entrega a ele.


Em seguida, Luedy passou um documentário para a turma assistir, “Edifício Master”, do diretor Eduardo Coutinho (um cineasta brasileiro nascido em 11 de maio de 1933, na cidade de São Paulo, considerado um dos mais importantes documentaristas da atualidade).


O documentário “Edifício Master” relata a rotina de um edifício em Copacabana, a uma esquina da praia, 276 apartamentos conjugados, 500 moradores, 12 andares, 23 apartamentos por andar. Eduardo Coutinho e sua equipe alugaram um apartamento no prédio por um mês e durante sete dias filmaram a vida de seus moradores, 37 deles são personagens do filme.


O documentário inicia com o depoimento da primeira moradora entrevistada, por nome de Vera Lúcia, ela diz que mora no edifício há 49 anos, mudou de apartamento 28 vezes, no mesmo edifício, diz que ali já foi um prostíbulo, tinha morte, prostituição, homicídio, mas que agora é um prédio familiar.


Outro depoimento interessante foi o do síndico Sergio, ele fala que na sua administração tenta usar “Piaget”, mas quando não dá certo usa “Pinochet” para tentar tornar o prédio um ambiente mais amoroso.


Há pessoas que relatam demonstrando amor ao seu (a) companheiro (a), ciúme, algumas falam da paixão pela música, pela pintura, atuação em novelas, cinema, dança e outras comentam sobre problemas de socialização.


O que chama mais atenção, na maioria dos depoimentos, é a solidão que as pessoas expressam e a pouca proximidade entre os vizinhos, como é o caso da última moradora entrevistada, Fabiana, a qual foi morar sozinha para estudar, ela relata sobre sua experiência em conviver em um edifício, no qual desconhecia seus vizinhos e passou a conhecer depois de quatro meses.


Após o término do documentário, iniciou uma discussão relacionando-o com o texto “Modos de endereçamento”, colocada em sala de aula tanto pelo professor, como por algumas alunas. Houve também comentários fazendo ligação do que estava sendo discutido com a representação da realidade. Luedy falou que houve uma seleção de participantes e o roteiro é feito de recortes da vida de todos ao mesmo tempo, através de cada janela para a produção do documentário “Edifício Master”.


Vale ressaltar que, outro aspecto importante retirado do texto, foi trecho lido pelo professor Luedy:

Mas a educação era um campo em nada parecido com o do cinema e da televisão. Não era em nada parecido com o campo da literatura e da teoria literária. Era mais parecido com as aulas de sociologia que eu tive – aquelas ensinadas por meio de livros-texto de instrução programada. Como eu acabava de descobrir, o campo da educação era uma ciência social. O que mais aprendi do meu encontro com o campo acadêmico da educação, que agora já dura por mais dez anos, foi que eu não quero ensinar ou aprender na ausência de prazer, enredo, emoção, metáfora, artefatos culturais e de envolvimento e interação com o público. (Elizabeth Ellsworth, 2001, p.10-11).

Luedy comenta que a autora Elizabeth Ellsworth, também é ligada ao campo da educação, como cineasta também quer trabalhar e ensinar por prazer e emoção, o que hoje é difícil ver nos atuais profissionais da educação.


No próximo encontro, continuaremos com o restante da discussão do texto e do documentário, que será feita em sala de aula por outras colegas.


Equipe 02: Carine Nascimento, Daniele, Fabiana e Wiliane

   

Um comentário:

  1. Ok, meninas. Parabéns. [Ainda estou elogiando, depois ficarei mais crítico, não reparem pois].
    Bem, assim como o relato da equipe 01, o da equipe 02 poderia ir um pouco além da descrição dos aspectos que lhes chamaram a atenção no documentário. Penso também que não fui muito bem compreendido quando citei o texto da autora. O que eu quis destacar era que, para a autora, o campo da educação não se parecia em nada com o das artes, da comunicação e, em particular, do cinema. E o que me interessava nestas impressões da autora era o fato de ela destacar por contraste como a educação, como campo de estudos, pode prescindir de emoção, prazer estético, emoção, metáfora etc. Arrisco dizer que em muitos casos isso é mesmo verdadeiro. Basta lembrar da escola em que meu filho está hoje matriculado.
    Enfim, a grande questão é: podemos aprender com o cinema, podemos teorizar a educação a partir de filmes, de artefatos culturais. É um caminho possível.
    Exibir o documentário era também uma maneira de tentar ilustrar essa possibilidade. O que aprendemos sobre nós mesmos ao assistir a este documentário?

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