quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Sobre a aula do dia 18/11/09

O som da Cibercultura

Para iniciarmos o estudo e discussão da Cibercultura, ouvimos uma música tecno para observarmos algumas características, foi feito um paralelo com a música original, sobre a qual foram feitos levantamento de hipóteses a cerca da originalidade.Pois esse estilo de música permite o manuseio da mesma, modificando a parte rítmica, ou seja, fazendo repetições de sons,utilizando a digitalização.Comparou-se o modo de realizar esse procedimento há tempos atrás, usando discos de vinil e toca discos com agulhas, em um processo manual.Foi mencionado as gravações em fita cassete também, inclusive ressaltou-se o custo alto na época (de gravação).

Conversou-se a respeito do uso dos recursos tecnológicos na produção dos sons da cibercultura, os quais facilitaram bastante o desenvolvimento dessa atividade, cuja finalidade, entendeu-se durante a discussão proposta pelo grupo de Hilnai e Lizandra, que é o de estimular a dança.

A equipe elaborou uma síntese do texto, sobre a qual fizeram uma leitura que gerou outros focos de comentários, como por exemplo; a manipulação das músicas originais, isto é, já existentes, e a abertura para tal procedimento. Foram citados alguns artistas que já autorizam a manipulação de suas músicas, como Tom Zé.

Comentou-se a respeito dos direitos autorais e algumas situações de conflito com relação a essa questão, bem como a originalidade da obra, importância e reconhecimento do autor.Professor Luedy, contribuiu com ênfase dizendo que “...a maioria dos autores desses estilos musicais não estão preocupados com esse aspecto, mas sim em difundir a produção”.

Ao tratar da originalidade conclui-se que a gravação clássica é alterada na parte instrumental, nas repetições de notas, trechos ou exclusões de outras partes da música. As regravações foram citadas como exemplos. As produções remixadas, acústicas. . . “As vezes as músicas originais ficam irreconhecíveis!” Ressaltou Luedy. O autor é aquele quem cria, quem teve a inspiração...

Questionou-se sobre a diferença entre os estilos: Remix e Tecno, Ambos são recriações de mecanismos semelhantes, como a digitalização, mistura de sons, recomposições. Foram citados os ritmos: arrocha, algumas regravações em ritmo de forró, axé e samba. Comentou-se: “É coisa de brasileiro, por ser bastante criativo, recriar, misturar, combinar sons...”

A música Tecno é globalizada por não exigir que quem as produzem sejam músicos, toquem algum instrumento, além de ser aberta para ser manipulada, qualquer habilidoso(a) com recursos digitalizados pode produzir algo do gênero. Constatou-se também que é muito importante e forte o uso das tecnologias nessa modalidade.Para tais produções é necessário esse tipo de recurso.

Muitos hábitos foram modificados no mundo da música devido a música Tecno, paradigmas foram quebrados. A cultura oral foi questionada! Na música Tecno não há letra! Mas transmite algo, no corpo através da dança, que é uma forma de linguagem. Também promove comunicação. O universal e totalizado, o erudito e o clássico não são o suficiente e global, no sentido de unificar, homogeneizar a cultura, principalmente a musical. A cibercultura é popular, global no que se refere ao acesso a mesma.

As reflexões, hipóteses levantadas, questionamentos e discussões promovidas pelo grupo foram de grande valia para o conhecimento a cerca da Cibercultura e desfazer alguns pré- conceitos sobre os estilos musicais expostos, observar aspectos antes desconsiderados e compreender o processo de produção nesse sentido.

Antônia, Joserete, Geane, Mayra


Nenhum comentário:

Postar um comentário